As provas concretas da existência de Jesus Cristo -Capítulo -1

As provas concretas da existência de Jesus Cristo -Capítulo -1

fevereiro 28, 2010
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jesus comprovado

 

“Nenhum líder religioso reconhecido, nem sequer Moisés, Paulo, Buda, Maomé, Confúcio, etc., Jamais reivindicou ser Deus; isto é, com exceção de Jesus Cristo. Cristo é o único líder religioso que sempre disse ser uma divindade e a única personalidade que convenceu uma grande parcela do mundo de que Ele é Deus”. ( Thomas Schultz )

INTRODUÇÃO:

Não existe figura mais odiada, mais amada e mais polêmica do que Jesus Cristo. Ele está entre os nomes mais buscados em sites na internet. Ocupa os primeiros lugares em pesquisas feitas em bibliotecas e bancos de dados em todo o mundo. Sua influência abrange praticamente todas as áreas literárias e científicas da história. É mencionado por políticos, cientistas, físicos, professores, educadores, comerciantes, pobres, ricos, mendigos e inúmeras outras pessoas em qualquer nível intelectual e social. O livro que conta sua historia ainda é um dos mais vendidos no mundo.

Uns o adoram, outros o odeiam. Muitos o defendem, outros lhe perseguem. Uns o evocam, outros o amaldiçoam. Para a ciência é uma “pedra no sapato,” para homens desesperados, esperança e salvação.

Tudo graças as suas principais afirmações e suas obras.

Ele não só afirmou ser o filho de Deus, mas também afirmou ser Deus. Vejamos algumas de suas afirmações:

“Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao céu se não for por mim.”

(João 14:1–14)

“Eu sou a Porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens” (João 10.9)

Nestas afirmações feitas por Cristo Ele deixa bem claro que é o único caminho verdade e vida. Ele não mencionou que era “um caminho”, nem mesmo mencionou ser Ele uma das portas, mas afirmou ser “a porta”, ou seja, a única porta existente.

Cristo não deixou espaço para outros deuses ou mestres, mas afirmou ser único. O único Filho de Deus, sem o qual ninguém entra no céu.

Buda não proclamou ser ele mesmo o caminho, Confúcio não afirmou que era a porta, assim como muitos outros lideres e divindades existentes no mundo não exigiram para si o direito de serem chamados de únicas fontes de salvação para a humanidade. Mas Jesus Cristo quebrou todos os conceitos afirmando ser Ele o principio e o fim, elevando-se a mais suprema das posições.

Toda a polêmica em torno da pessoa de Jesus poderia ser representada pelas principais questões levantadas por céticos e inimigos da Bíblia.

Começaremos este estudo listando as principais perguntas e indagações encontradas em livros e analises feitas por pessoas que não creem na existência de Jesus e também em sua divindade.

Quem os homens dizem ser Jesus?

Muitos críticos já têm sua opinião formada sobre Cristo. Eles acusam o filho de Deus de ser uma fraude ou um mero engano. Vejamos algumas das principais questões levantadas sobre a pessoa do Salvador bíblico, as quais provaremos ao findar deste estudo não possuírem fundamentos sólidos e aceitáveis:

  1. A Bíblia é o único livro que nos fala de Jesus e a mesma não é uma fonte confiável, mas sim um conjunto de lendas e mentiras.
  2. Jesus nunca existiu! Ele é apenas uma lenda.
  3. Se Cristo realmente existiu, como não achamos indícios de sua existência na Historia e arqueologia já que foi alguém tão importante e extraordinário?
  4. Mesmo que Jesus Cristo tivesse existido, não foi à pessoa descrita na Bíblia, foi apenas um agitador e marginal.
  5. Jesus Cristo é uma fraude! Os escritos sobre Ele referem-se à outra pessoa.
  6. Os supostos ensinamentos de Cristo foram compilados da sabedoria judaica corrente na época e não saíram de uma só pessoa.
  7. Os cristãos nunca poderão provar historicamente a existência do seu Cristo.
  8. Jesus seria apenas uma cópia de outros deuses e divindades que os supostos cristãos plagiaram.

 

A ciência costuma formar opiniões no mundo inteiro conforme o seu bel prazer. É fato que muito do que se comenta nos meios científicos hoje não passa de suposições ou enganos. Muitas das teorias expostas pelo homem não conseguem resistir a uma das provas mais eficazes, que experimenta a autenticidade de todas as coisas. Esta maravilhosa ferramenta se chama tempo.

Aquilo que era verdade científica há 10 anos atrás é motivo de risadas em nossos dias. Os homens costumam olhar para trás e lamentar o tempo de sua ingenuidade e ignorância.

Já somam mais de milhares as teorias caídas que se desfizeram no desenrolar dos anos.

Porem algo parece nunca mudar, a Bíblia Sagrada! A cada dia que se passa são descobertas inúmeras provas atestando que tudo ocorreu como está escrito. A cada ano também vemos suas profecias cumprindo-se fielmente.

A Bíblia é o único livro que podemos perceber sua veracidade tanto quando olhamos para o passado como quando olhamos para o presente e futuro.

Sobre a pessoa de Jesus mencionado nela também não é diferente.

A Bíblia é o livro que mais fala sobre Jesus Cristo e a mesma é indubitavelmente verdadeira!

O maior registro que temos sobre a vida de Cristo está na Bíblia. Para que se consiga afirmar que Jesus nunca existiu, primeiro é preciso provar que a Bíblia é uma mentira.

Alguns até acreditam que podem fazê-lo, porém não surgiu nenhuma teoria sustentável nestes últimos dois mil anos.

Para podermos continuar com nosso estudo sobre a existência de Cristo se faz necessário através de um pequeno resumo panorâmico mostrar o quanto a Bíblia é coerente historicamente e arqueologicamente em suas narrativas e quebrar definitivamente o julgamento hipócrita e ignorante de alguns céticos.

“A Bíblia é o único livro que nos fala de Jesus e a mesma não é uma fonte confiável, mas um conjunto de lendas e mentiras.”

Em primeira instância não podemos considerar válido o julgamento hipócrita e preconceituoso de muitos ateus e cientistas a respeito das Sagradas Escrituras, Estes tais submetem a Bíblia a tantos julgamentos e provas que seria impossível convencê-los da verdade.

Para tais inimigos é necessário que cada parágrafo e letra sejam provados arqueologicamente e historicamente. Tal coisa seria impossível já que não temos condições de reaver cada evidência necessária para satisfazer suas mentes ensoberbecidas e egocêntricas.

Mesmo que cada uma destas provas fossem obtidas e mostradas por nós cristãos, não fariam diferença alguma. Continuariam não crendo! Pois não querem crer!

Porém a Bíblia ainda é o registro histórico mais bem comprovado em todas as esferas da evidência, tanto histórico como arqueológica e até mesmo cientificamente.

Já chegam a milhares as descobertas arqueológicas apoiando a veracidade das Escrituras.

Tabletes de EblaDesde a metade do século XVIII têm sido demonstrada a confiabilidade e plausibilidade da narrativa bíblica. Alguns exemplos:

A descoberta do arquivo de Ebla no norte da Síria nos anos 70 tem mostrado que os escritos Bíblicos concernentes aos Patriarcas são de todo viáveis. Documentos escritos em tabletes de argila de cerca de 2300 a.C. mostram que os nomes pessoais e de lugares mencionados nos registros históricos sobre os Patriarcas são genuínos. O nome “Canaã” estava em uso em Ebla – um nome que críticos já afirmaram não ser utilizado naquela época e, portanto, incorretamente empregado nos primeiros capítulos da Bíblia.

A palavra “tehom” (“o abismo”) usada em Gênesis 1:2 era considerada como uma palavra recente, demonstrando que a história da criação fora escrita bem mais tarde do que o afirmado tradicionalmente. “Tehom”, entretanto, era parte do vocabulário usado em Ebla, cerca de 800 anos antes de Moisés.

Costumes antigos, refletidos nas histórias dos Patriarcas, também foram descritos em tabletes de argila encontrados em Nuzi e Mari.

Os Hititas eram considerados como uma lenda Bíblica até que sua capital e registros foram encontrados em Bogazkoy, Turquia. O Império Hitita tinha como capital a cidade de Hatussa na Anatólia.

Portões de Hatussa

Portões de Hatussa

Muitos pensavam que as referências à grande riqueza de Salomão eram grandemente exageradas. Registros recuperados mostram que a riqueza na antiguidade estava concentrada com o rei e que a prosperidade de Salomão é inteiramente possível.

Também já foi afirmado que nenhum rei assírio chamado Sargon, como registrado em Isaías 20:1, existiu porque não havia nenhuma referência a este nome em outros registros. O palácio de Sargon foi então descoberto em Khorsabad, Iraque.

O evento mencionado em Isaías 20 estava inclusive registrado nos muros do palácio.

Monumento do Palácio do Rei Sargon II e painel retirado do palácio mostrando uma caçada do rei Sargon II

Monumento do Palácio do Rei Sargon II

caçada do rei Sargão II

Ainda mais, fragmentos de um obelisco comemorativo da vitória foram encontrados na própria cidade de Asdode.

Outro rei cuja existência estava em dúvida era Belsazar, rei da Babilônia, nomeado em Daniel 5.

O último rei da Babilônia havia sido Nabonidus conforme a história registrada. Tabletes foram encontrados mais tarde mostrando que Belsazar era filho de Nabonidus e co-regente da Babilônia. Assim, ele podia oferecer a Daniel “o terceiro lugar no reino” (Daniel. 5:16) se ele lesse a escrita na parede.

Aqui nós vemos a natureza de “testemunha ocular” do registro Bíblico frequentemente confirmada pelas descobertas arqueológicas.

Amos Frumkin, geólogo e professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, afirma que a Bíblia pode ser considerada um dos guias mais valiosos para a pesquisa científica.

A equipe de Frumkin foi responsável por datar, em Jerusalém, o Túnel de Siloam, descrito na Bíblia, confirmando que ele foi construído exatamente no período indicado — por volta de 700 a.C. — e acabando com uma discussão antiga no meio acadêmico e arqueológico. O túnel foi descrito como uma encomenda de Ezequias, rei da Judéia, para providenciar uma fonte secreta de água potável caso a cidade sofresse um ataque dos assírios.

A Bíblia frequentemente fala da nação Hetéia (2 Samuel 11:3,6,17,24; Gênesis 15:19-21; Números 13:29; Josué 3:10), mas durante anos descrentes diziam que a Bíblia estava errada. Depois, em 1906, Hugo Winckler desenterrou Hattusa, o capitão heteu. Agora sabemos que, no auge, a civilização hetéia disputou com o Egito e a Assíria em esplendor!

A Bíblia também diz que os escravos israelitas construíram as cidades egípcias de Pitom e Ramessés usando tijolos de barro misturado com palha, depois de barro com restolho, e depois apenas de barro (Êxodo 1:11; 5:10-21). Em 1883, Naville examinou as ruínas de Pitom e achou os três tipos de tijolos.

Até mesmo a veracidade dos acontecimentos do livro de Atos dos apóstolos já foi comprovada.

Sir William Ramsay era um descrente que procurou contestar Atos traçando as viagens de Paulo. Em vez disso, suas investigações fizeram dele um crente tenaz da precisão do livro! O ponto decisivo foi quando ele provou que, ao contrário da sabedoria já aceita, a Bíblia estava certa quando deixa subentendido que Icônio ficava numa região diferente de Listra e Derbe (Atos 14:6). (Veja Free, Archaeology and Bible History, 317.)

Estas não são as descobertas mais relevantes, mas pequenos fragmentos delas. Basicamente qualquer personagem, cidade, local geográfico ou acontecimento já foi ou poderá perfeitamente ser comprovado com o passar dos anos.

O fato é que mesmo em meio a tantas criticas mentiras e teorias inventadas por ateus a respeito da Bíblia, nenhuma destas conseguiu até hoje subsistir perante a sabedoria e ciência de Deus contida neste tão grandioso livro.

Sendo assim a Bíblia é uma fonte perfeitamente confiável e digna de credibilidade! Quem achar o contrário prove então! Além disso, inúmeros arqueólogos notáveis e também historiadores reconhecem a sua veracidade. Vejamos algumas citações:

“…pode ser afirmado categoricamente que jamais uma descoberta arqueológica tem negado uma referência bíblica. Um grande número de descobertas arqueológicas foram feitas que conferem em resumo claro ou em detalhes exatos afirmações históricas na Bíblia. E, pela mesma moeda, uma avaliação adequada de descrições bíblicas tem levado a descobertas incríveis” – Dr. Nelson Glueck (Rivers in the Desert, 31).

“…a arqueologia tem confirmado inúmeras passagens que tinham sido rejeitadas por críticos como não históricas ou contraditórias a fatos conhecidos…. No entanto descobertas arqueológicas mostraram que estas acusações críticas … estão erradas e que a Bíblia é confiável justamente nas afirmações pelas quais foi deixada de lado por não ser confiável. Não sabemos de nenhum caso no qual a Bíblia foi provada errada” – Dr. Joseph P. Free (Archaeology and Bible History, 1,2,134).

Os inimigos da fé tentam anular a Bíblia como documento histórico, ridicularizando o seu valor, afirmando que ela não serviria para provar a existência de Cristo.

Mas que investigador em sua são consciência excluiria do levantamento feito sobre uma determinada pessoa à biografia original sobre este individuo? Ou seja! Como deixar de fora a única obra oficial sobre Jesus? Como rejeitar o testemunho de pessoas reais, das quais temos provas não somente históricas mais arqueológicas e que sabemos terem sido testemunhas oculares da pessoa de Cristo?

Logo se fôssemos começar uma investigação científica sobre Jesus o primeiro lugar a ser verificado seriam as inúmeras citações, biografias e ensinamentos Dele contidos nas Sagradas Escrituras.

Jesus Cristo melhor comprovado do que inúmeros outros personagens da historia da humanidade.

Uma das justificativas usadas por descrentes que querem por meio de força afirmar que Jesus é apenas uma figura alegórica e que o conteúdo encontrado na Bíblia sobre a sua pessoa e ensinamentos não passam de fabulas e exageros é o fato de que estes conhecimentos á pesar de serem registrados por pessoas que conviveram com o Senhor foram escritos 60 ou 30 anos (isso no máximo) depois da morte de Jesus. Sendo assim tal testemunho torna-se mais duvidoso.

Isso é uma cruel mentira e manipulação dos fatos!

Um exemplo disso pode ser observado em outras biografias de grandes homens nem tão atuais quanto as biografias de Cristo, mas extremamente reconhecidas como válidas historicamente para ateus e estudiosos.

As duas biografias mais antigas sobre a vida de Alexandre o grande foram escritas por Adriano e Plutarco depois de mais de 400 anos da morte de Alexandre, ocorrida em 323 a.C. e mesmo assim os historiadores as consideram muito confiáveis.

Para a maioria dos historiadores, nos primeiros 500 anos, a história de Alexandre ficou quase intacta. Portanto se formos comparar o “mito” de Alexandre com o de Jesus há uma maior segurança na pessoa de Jesus Cristo.

Então se torna perfeitamente aceitável o testemunho dos evangelistas sobre o Cristo.

Se formos comparar a Bíblia com outros escritos religiosos e filosóficos, podemos perceber que ela leva incomparáveis vantagens na confiabilidade. Os escritos referentes a Buda, que viveu no século VI a.C., só foram registrados depois da era cristã.

A primeira biografia de Buda foi escrita no século I d.C. Os Gathas de Zoroastro datam de 1000 a.C., e são considerados autênticos. Boa parte das escrituras do zoroastrismo foi escrita no século III d.C. A biografia Pársi mais popular de Zoroastro foi escrita em 1278 d.C.

Sabemos também que a Bíblia como biografia de Cristo trás informações detalhadas da pessoa de Jesus e isto foi escrito e exposto em um período em que poderia ter sido completamente invalidada, dado ao fato que muitos poderiam levantar-se acusando os escritores de fraude.

Se os ateus e estudiosos hipócritas fossem submeter varias outras figuras históricas ao mesmo julgamento desonesto ao qual submetem a pessoa de Jesus Cristo, basicamente 90% destes personagens históricos desapareceriam completamente e mesmo assim Cristo se sobressairia.

Vejamos alguns exemplos disso:

Se pegarmos a historia de Júlio Cezar e Alexandre o Grande conforme até já mencionamos anteriormente e comparássemos com a história de Jesus Cristo, estes dois grandes personagens deveriam obrigatoriamente ser tidos como mito ou mera alegoria.

O porquê disso?

Ora! Se eles rejeitam Jesus e o acusam de ser uma mentira ou fabula por afirmarem não haverem fontes suficientes que comprovem sua existência, deveriam também negar estes dois grandes personagens e afirmar que nunca existiram, pois Cristo é mencionado historicamente por 42 autores numa sucessão de 150 anos de suas vidas. Nove autores tradicionais do Novo Testamento. 20 escritores cristãos fora da Bíblia. Quatro escritores heréticos e mais nove fontes não cristãs. Enquanto apenas dez autores mencionam Tibério César que foi imperador em Roma durante o ministério de Cristo durante 150 anos de suas vidas. A proporção aqui é de 42 para 10. Ou seja, Jesus é mais confiável historicamente. No entanto não temos nenhuma duvida da existência de Tibério César. O mesmo acontece com Alexandre o Grande perdendo feio em comprovações e citações históricas no que se refere a Jesus Cristo.

Além do mais para que Jesus Cristo seja apagado da Historia conforme muitos anseiam colericamente, seria necessário destruir todo um contexto histórico por onde este Deus teria habitado e influenciado.

As provas da existência de Jesus Cristo fora da Bíblia

“Se Cristo realmente existiu, por que não achamos indícios de sua existência na Historia e arqueologia já que foi alguém tão importante e extraordinário?”

Este também é um ponto constantemente mencionado por muitos dos perseguidores do Cristianismo hoje. Vários ateus afirmam não haverem provas da existência de Cristo em outros escritos fora da Bíblia.

Tal afirmação é mera ignorância dos fatos ou talvez a tentativa desesperada de destruir as bases da fé cristã reduzindo Jesus a uma mentira. Lamentavelmente estas atitudes refletem a natureza de Satanás e seu espírito agindo visivelmente nestas pessoas, pois está escrito:

“Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora muitos anticristos tem surgido; pelo que conhecemos que é a última hora” (1 João 2:18).

“Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho” (1 João 2:22).

“Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo” (1 João 4:2-3).

“Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo a fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo” (2 João 7).

 

Não nos aprofundaremos aqui em falácias e teorias absurdas levantadas por ateus, pois sabemos que tais visões não vêm somente de um conceito humano, mas como a Bíblia nos alerta são originadas do Diabo o verdadeiro inimigo da fé.

Manteremos nossa visão em alguns pontos e perguntas relevantes e que realmente merecem serem analisados.

Afirmando que Jesus não existiu se faria necessário provar que os cristãos e Apóstolos do primeiro século também não teriam existido. Seria preciso mudar todo um contexto de uma época para tal. Pois se Cristo não existiu por que milhares de cristãos primitivos morreriam por uma lenda tão recente? Lenda a qual seria muito fácil de ser destruída?

Como Pedro, Paulo, Tiago e outros homens de tamanha devoção morreriam por algo que sabiam terem inventado? Pois sabemos por meio de documentações históricas que morreram por não negar esta fé.

Se Cristo realmente não foi quem sabemos ter sido, como explicar as narrativas que mencionam os seus milagres? E pior ainda! Como explicar os milagres e maravilhas feitas pelos próprios Apóstolos e seguidores Dele?

Construir uma teoria que sugira a não existência de Cristo é incrivelmente complicado, pois desmontaria cerca de três séculos somente após seu nascimento além de ter que destruir todas as mais de 300 profecias cumpridas integralmente por Ele mencionadas no Antigo Testamento.

A História não somente confirma a existência de um Homem-Deus chamado Jesus como também aponta para uma influência fantástica e indescritível causada por este Senhor na vida de vários discípulos.

Estes documentos históricos confirmam que Jesus foi executado como criminoso sob a autoridade de Pôncio Pilatos governador da Judéia mediante o reinado de Tibério César imperador romano.

A História também comprova que os cristãos se originaram na Judéia depois foram se espalhando por todo o Império Romano sofrendo amargas aflições e perseguições devido a sua fé. Estas mesmas fontes afirmam que tais indivíduos derivavam seu culto daquele que era conhecido como Jesus Cristo o “Messias”

Existem inúmeros documentos atestando a existência de Jesus Cristo como sendo um grande mestre, profeta e operador de milagres e maravilhas.

Cristo não só é mencionado por pessoas favoráveis a Ele, mas também por inimigos, isto é prova suficiente para vermos que foi uma pessoa real e não mais uma lenda ou mito religioso.

É natural, porém que muitos incrédulos rejeitem estes testemunhos, pois aceitar a existência de Cristo seria aceitar que Deus o enviou e de contrapartida que Deus realmente existe e isto estes ateus hipócritas nunca aceitariam. Preferem fechar os seus olhos e tapar seus ouvidos para as verdades históricas existentes.

Conforme F. F. Bruce, professor Catedrático de Crítica e Exegese da Bíblia, na Universidade de Manchester, corretamente afirmou:

“Alguns escritores podem brincar com a ideia fantasiosa de um ‘mito de Cristo’, mas não podem fazê-lo com base nos dados históricos. A historicidade de Cristo é tão axiomática para um historiador desprovido de preconceitos como é a historicidade de Júlio César. Não são os historiadores que propagam as teorias a respeito de um ‘mito de Cristo'”.

Otto Betz conclui que “nenhum pesquisador sério se aventurou a postular a não historicidade de Jesus”.

Vejamos então algumas das principais fontes retiradas de documentos históricos as quais provam que Jesus existiu:

O testemunho de Tácito

Tácito Governador da ÁsiaTácito era o governador da Ásia em 112 D.C e em seus escritos “Anais da Roma Imperial” mencionou a existência ao culto a Cristo e os cristãos que Dele se originaram.

É importante lembrar que Tácito não era amigo da fé, portanto podemos perceber que ele menciona a existência de alguém em quem não possuía nenhum interesse. Registrando principalmente a atitude de Nero em relação aos seguidores de Jesus.

Mesmo assim ele acaba afirmando que existiu um Jesus chamado Cristo e que morreu exatamente da forma que a Bíblia descreve isso não é negado por ele.

Tácito (56-120 d.C.) “Para destruir o boato (que o acusava do incêndio de Roma), Nero supôs culpados e infringiu tormentos requintadíssimos àqueles cujas abominações os faziam detestar, e a quem a multidão chamava cristãos. Este nome lhes vem de Cristo, que, sob o principado de Tibério, o procurador Pôncio Pilatos entregara ao suplício. Reprimida incontinenti, essa detestável superstição repontava de novo, não mais somente na Judéia, onde nascera o mal, mas anda em Roma, pra onde tudo quanto há de horroroso e de vergonhoso no mundo aflui e acha numerosa clientela” (Tácito, Anais , XV, 44 trad.) (1 pg. 311; 3)

O testemunho de Luciano de Sasomata

Luciano de SasomataFoi um escritor satírico do século segundo, tendo zombado de Cristo e dos cristãos. Luciano relacionou os cristãos com as sinagogas da Palestina e referiu-se a Cristo como: “…o homem que foi crucificado na Palestina porque introduziu uma nova seita no mundo… Além disso, o primeiro legislador dos cristãos os persuadiu de que todos eles seriam irmãos uns dos outros, após terem finalmente cometido o pecado de negar os deuses gregos, adorar o sofista crucificado e viver de acordo com as leis que ele deixou” (O Peregrino Passageiro).

Luciano também menciona várias vezes os cristãos em Alexandre, o Falso Profeta, seções 25 e 29.

O testemunho de Suetônio

SuetônioSuetônio era o historiador romano oficial da corte de Adriano escritor dos anais da Casa Imperial (69-122 d.C.). Ele também faz referencia a Cristo e aos seus seguidores.

Suetônio, na Vida dos Doze Césares, publicada nos anos 119-122, diz que o imperador Cláudio “expulsou os judeus de Roma, tornados sob o impulso de Chrestos, uma causa de desordem”; e, na vida de Nero, que sucedeu a Cláudio, acrescenta: “Os cristãos, espécie de gente dada a uma superstição nova e perigosa, foram destinados ao suplício” (Suetônio, Vida dos doze Césares, n. 25, apud Suma Católica contra os sem Deus, p. 256-257). (1 pg. 311; 3)

O testemunho de Plínio o Jovem

Plínio o JovemPlínio foi o governador da Bitínia, na Ásia Menor (112 A.D.), Ele escreveu uma carta ao imperador Trajano, solicitando orientação sobre como tratar os cristãos.

Na sua carta ele relatava que já a muito vinha matando homens e mulheres, meninos e meninas.

Devido ao grande numero de pessoas que estavam sendo mortas, tinha dúvidas se deveria continuar matando.

Estas pessoas estavam sendo mortas por se dizerem cristãs. Seu único erro era terem o costume de se reunirem antes do amanhecer num certo dia determinado, quando então cantavam os versos de um hino a Cristo, tratando-o como Deus, e prometiam solenemente uns aos outros a não cometerem maldade alguma, não defraudarem, não roubarem, não adulterarem, nunca mentirem, e a não negar a fé quando fossem instados a fazê-lo”

Plínio explicou que fizera os cristãos se curvarem perante as estátuas de Trajano. Prossegue dizendo que ele também “os fez amaldiçoarem a Cristo, o que não se consegue obrigar um cristão verdadeiro a fazer”. (Epístolas X.96).

O testemunho de Tertuliano

TertulianoTertuliano foi Jurista e teólogo de Cartago, Seus escritos constituem importantes documentos para a compreensão dos primeiros séculos do cristianismo. Ao fazer em 197 A.D. uma defesa do cristianismo perante as autoridades romanas na África, Tertuliano menciona a correspondência trocada entre Tibérío e Pôncio Pilatos: “Portanto, naqueles dias em que o nome cristão começou a se tornar conhecido no mundo, Tibério, tendo ele mesmo recebido informações sobre a verdade da divindade de Cristo, trouxe a questão perante o Senado, tendo já se decidido a favor de Cristo.

O Senado, por não haver dado ele próprio a aprovação, rejeitou a proposta. César manteve sua opinião, fazendo ameaças contra todos os acusadores dos cristãos” (Apologia, V.2).

O testemunho de Talo historiador samaritano

Talo, que escreveu em 52 A.D. é um dos primeiros escritores gentios a mencionar Cristo. No entanto, seus escritos se perderam, e deles temos conhecimento só através de pequenas citações feitas por outros escritores. Um destes é Júlio Africano, um escritor cristão que viveu por volta de 220 A.D.

Um trecho bem interessante diz respeito a um comentário feito por Talo. Júlio Africano escreve: “Talo, no terceiro dos livros que escreveu sobre a história, explica essa escuridão como um eclipse do sol — o que me parece ilógico’ (é claro que é ilógico, pois um eclipse solar não poderia acontecer em época de lua cheia, e foi na época da lua cheia da Páscoa que Cristo morreu).”

Assim, a partir dessa citação percebemos que o relato dos Evangelhos acerca das trevas que se abateram sobre a terra por ocasião da crucificação de Cristo era bem conhecido, e exigia uma explicação naturalista por parte daqueles não-crentes que haviam testemunhado o acontecimento. Esta citação a um eclipse solar também é encontrada em narrativas feitas por outros escritores.

O testemunho de Phlegon de Lydia

No manuscrito deste outro escritor pagão chamado Phlegon de Lydia está registrado que em aproximadamente 138 D.C ele observou durante a época de Tibério César um eclipse do sol que ocorreu durante a lua cheia. Este fato também é mencionado pelo apologista cristão Orígenes do terceiro século e o escritor Philopon do século VI. Se tal fato menciona o momento da crucificação não se sabe bem ao certo, porem é bastante estranho um fato que não pode ser explicado por estes historiadores encaixando-se perfeitamente com as narrativas bíblicas.

A carta de Mara Bar-Serapião

No Museu Britânico é encontrado um interessante manuscrito de um filosofo estoico sírio chamado Mara Bar-Serapião. Nesta carta ele escreve da prisão para seu filho por volta de 70 D.C embora não se possa datar com precisão este manuscrito.

Na carta ele compara Jesus Cristo aos filósofos Sócrates e Pitágoras. Ele escreveu para incentivar o filho na busca da sabedoria, tendo ressaltado que os que perseguiram homens sábios foram alcançados pela desgraça.

Suas palavras são: ‘Que vantagem os atenienses obtiveram em condenar Sócrates à morte? Fome e peste lhes sobrevieram como castigo pelo crime que cometeram. Que vantagem os habitantes de Samos obtiveram ao pôr fogo em Pitágoras? Logo depois sua terra ficou coberta de areia. Que vantagem os judeus obtiveram com a execução de seu sábio Rei? Foi logo após esse acontecimento que o reino dos judeus foi aniquilado. Com justiça Deus vingou a morte desses três sábios: os atenienses morreram de fome; os habitantes de Samos foram surpreendidos pelo mar; os judeus, arruinados e expulsos de sua terra, vivem completamente dispersos. Mas Sócrates não está morto; ele sobrevive nos ensinos de Platão. Pitágoras não está morto; ele sobrevive na estátua de Hera. “Nem o sábio Rei está morto; Ele sobrevive nos ensinos que deixou’”.

Sua carta também faz referência de que o Evangelho do Rei foi colocado sobre a cruz de Jesus.

O testemunho de Justino mártir

Justino mártirPor volta de 150 A.D., Justino Mártir, ao escrever a Defesa do Cristianismo, enviada ao imperador Antônio Pio, sugere ao imperador que consulte o relato de Pilatos, o qual Justino supunha que devia estar guardado nos arquivos imperiais.

Ele diz que as palavras “‘transpassaram meus pés e mãos” são uma descrição dos cravos que prenderam suas mãos e pés na cruz; e depois de o crucificarem, aqueles que o crucificaram sortearam suas roupas e dividiram-nas entre si. E se tais coisas assim aconteceram, poderás verificar nos ‘Atos’ que foram escritos no governo de Pôncio Pilatos”. Posteriormente ele diz: “Poderás facilmente conferir nos ‘Atos’ de Pôncio Pilatos que Ele realizou esses milagres” (Apologia 1.48).

Elgin Moyer, em Who Was Who in Church History (Quem foi Quem na História da Igreja), descreve Justino Mártir como um: “… filósofo, mártir, apologeta, nascido em Flávia Neápolis. Com boa formação, parece ter tido recursos suficientes para levar uma vida de estudos e viagens. Sendo um ávido inquiridor da verdade, bateu sucessivamente às portas do estoicismo, aristotelismo, pitagorismo e platonismo, mas detestou o epicurismo. No inicio teve algum contato com os judeus, mas não se interessou pela religião seguida por eles. O platonismo foi o que mais exerceu atração sobre ele, e ele imaginava que estava em vias de atingir o alvo de sua filosofia – a visão de Deus – quando, num certo dia, numa caminhada solitária à beira-mar, o jovem filósofo encontrou um idoso e venerável cristão, pessoa de semblante agradável e de uma serena dignidade. Esse humilde cristão abalou a confiança de Justino na sabedoria humana e mostrou-lhe os profetas hebreus, ‘homens que viveram antes do que todos aqueles filósofos de renome, homens cujos escritos e ensinos predisseram a vinda de Cristo…’ Seguindo o conselho daquele senhor idoso, esse zeloso platonista tornou-se um cristão de verdade. Ele afirmou: ‘Descobri que só esta filosofia é segura e proveitosa’. Depois da conversão, ocorrida no início da idade adulta, ele se consagrou de coração à defesa e à divulgação da religião cristã”

O testemunho de Flávio Josefo

Flávio JosefoFlávio Josefo (37-100 AD) Excetuando o Novo Testamento, o mais antigo depoimento sobre Jesus que sobreviveu até hoje é o do escritor judeu Flávio Josefo.

Disse ele: “Havia por esses dias um homem sábio, Jesus, se é que é licito chamá-lo de homem, pois operava maravilhas – mestre de homens que acolhiam a verdade com prazer. Atraiu a si muitos judeus como também muitos gentios.

“Ele era Cristo; e havendo Pilatos, por sugestão dos principais do nosso meio, o sentenciado à cruz, aqueles que antes o amavam não o abandonaram, pois apareceu-lhes vivo novamente ao terceiro dia. Isto os profetas Divinos haviam predito, bem como dez mil outros fatos maravilhosos a seu respeito; e a tribo dos cristãos, de quem tomam emprestado o nome sobrevive até hoje (Antiquites, VIII, III).

“Questiona-se a exatidão desta passagem, porque Jesus é mencionado como o Messias (o Cristo). Inteiramente autêntica ou não, ela é testemunho de que Jesus existiu.

Outras passagens igualmente interessantes são encontradas nos escritos de Josefo. Ele ainda relata: “Céstio [Galo], sem saber do desespero dos sitiados e dos sentimentos do povo, subitamente retirou seus homens, perdeu a esperança, embora não tivesse sofrido nenhum revés, e, indo contra toda a lógica, retirou-se da Cidade.” (The Jewish War [A Guerra Judaica] II, 540 [xix, 7]) Por que se retirou Galo? Qualquer que tenha sido seu motivo, a retirada permitiu que os cristãos obedecessem à ordem de Jesus e fugissem para os montes, e para a segurança. Tais citações feitas por Josefo demonstram que ele conhecia as profecias mencionadas por Cristo sobre a destruição de Jerusalém e quais atitudes deveriam ser tomadas pelos Judeus que criam Nele. (Lucas 21:20)

O testemunho dos talmudes judaicos

ToVdoth Yeshu. Há referência a Jesus como “Ben Pandera”.

Talmude Babilônico. Diz: “… e penduraram-no na véspera da Páscoa”.

O título que o Talmude dá a Jesus: “Ben Pandera (ou ‘Ben Pantere’)” e “Jeshu ben Pandera”. Muitos estudiosos afirmam que “pandera” é um jogo de palavras, um trocadilho com a palavra grega panthenos, que significa “virgem” chamando-o de “filho de uma virgem”. Joseph Klausner. um judeu, afirma que “o nascimento ilegítimo de Jesus era uma idéia corrente entre os judeus…”

Os comentários na Baraila são de grande valor histórico: “Na véspera da Páscoa eles penduraram Yeshu (de Nazaré) e antes disso, durante quarenta dias o arauto proclamou que (Yeshu de Nazaré) ia ser apedrejado ‘por prática de magia e por enganar Israel e fazê-lo se desviar. Quem quer que saiba algo em sua defesa venha e interceda por ele’. Mas ninguém veio em sua defesa e eles o penduraram na véspera da Páscoa” (Talmude Babilônico, Sanhedrim 43a)”.

O Amoa ‘W/a'(“Ulla” foi um discípulo do rabino Youchanan e viveu na Palestina no final do século terceiro) acrescenta: “E acreditas que em favor de Yeshu de Nazaré houvesse qualquer direito de apelação? Ele era um enganador, e o Misericordioso disse: ‘Não o pouparás nem o esconderás’. Não foi assim, pois que Jesus tinha o apoio da autoridade civil”.

As autoridades judaicas não negavam que Jesus operasse sinais e milagres (Mateus 9:34; 12:24; Marcos 3:22), mas atribuíam-nos a atos de magia. 5/23

O pesquisador judeu Joseph Klausner escreve que “o Talmude fala de enforcamento em vez de crucificação, pois essa terrível forma de execução utilizada pelos romanos só era conhecida dos estudiosos judeus através de julgamentos efetuados pelos romanos, sendo desconhecida no sistema legal judeu. Até mesmo Paulo, o apóstolo, (Gálatas 3.13) explica que a passagem bíblica ‘maldito todo aquele que for pendurado’, isto é, enforcado (Deuteronômio 21:23), é aplicável a Jesus”. 5/28

Sanhedrim 43a também menciona os discípulos de Jesus.

Yeb. IV 3;49a: “O rabino Shimeon ben Azzai disse (acerca de Jesus): ‘Encontrei um rolo genealógico, em Jerusalém, no qual estava registrado: Fulano é bastardo de uma adúltera.”

A isso Klausner acrescenta: “As edições atuais da Misná trazem o acréscimo: ‘Em apoio às palavras do rabino Yehoshua’ (o qual, na mesma Misná, diz: ‘O que é um bastardo? Todo aquele cujos pais podem ser condenados à morte pelo Beth Din’). Parece não haver dúvida de que essa é uma referência a Jesus…” 5/35

Uma antiga Baraita, em que o rabino Eliezer é a personagem central, menciona Jesus pelo nome. As palavras entre colchetes pertencem à citação. E Eliezer quem fala: “Ele respondeu: Akiba, você me lembrou! Certa vez eu estava caminhando pelo mercado de cima (a Tosefta traz ‘rua’) de Sefôris e encontrei um (dos discípulos de Jesus de Nazaré); seu nome era Jacó, proveniente de Kefar Sekanya (a Tosefta traz ‘Sakkanin’). Ele me disse: Está escrito na tua Lei – ‘Não trarás a paga de uma prostituta, etc’ O que se devia fazer com essa paga – uma latrina para o Sumo Sacerdote? Mas nada respondi. Ele me disse: Assim (Jesus de Nazaré) me ensinou (a Tosefta traz ‘Yeshu ben Pantere’): ‘Pela paga de uma prostituta ela os chama a si, e pela paga de uma prostituta eles voltarão'; do lugar de imundície eles vêm. e para o lugar de imundície eles irão. E essa frase me agradou, e, por causa disso, fui preso, acusado de Minuth. E eu transgredi o que está escrito na Lei; ‘mantém o teu caminho longe daqui’ – isto é de Minuth – “e não te aproximes da porta da residência dela’ – isto é, do governo civil”. 5/38

Esses parênteses encontram-se em Dikduke Sofrim para Abada Zara (manuscrito de Munique, edição de Rabinovitz).

Sobre o texto acima, Klausner comenta: “Não resta dúvida de que as palavras ‘um dos discípulos de Jesus de Nazaré’ e ‘assim Jesus de Nazaré me ensinou’ são, nesta passagem, de uma data bem antiga e também são fundamentais no contexto da história relatada; e não se pode questionar a antiguidade dessas palavras por causa de ligeiras variações nas passagens paralelas; as variantes (‘Yeshu ben Pantere’ ou ‘Yeshu ben Pandera’, em vez de ‘Yeshu de Nazaré’) se devem simplesmente ao fato de que, desde uma data bem antiga, o nome ‘Pantere’ ou ‘Pandera’ se tornou largamente conhecido entre os judeus como sendo o nome do suposto pai de Jesus.” 5/38

Afirmações da enciclopédia britânica

A mais recente edição da Enciclopédia Britânica emprega 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Tal descrição ocupa mais espaço do que o que foi dado a Aristóteles, Cícero, Alexandre, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte.

Acerca do testemunho de muitos relatos seculares independentes sobre Jesus de Nazaré, essa enciclopédia registra que: “Esses relatos independentes comprovam que nos tempos antigos até mesmo os adversários do cristianismo jamais duvidaram da historicidade de Jesus, a qual, pela primeira vez e em bases inadequadas, veio a ser questionada por vários autores do fim do século dezoito, do século dezenove e do início do século vinte”. 3/145