Porque nós evangélicos rejeitamos os Apócrifos

Porque nós evangélicos rejeitamos os Apócrifos

Depois de aproximadamente 435 a.C não houve mais acréscimos ao cânon do Antigo Testamento. A história do povo judeu foi registrada em outros escritos, tais como os livros dos Macabeus, mas eles não foram considerados dignos de inclusão na coleção das palavras de Deus que vinham dos anos anteriores.
Quando nos voltamos para a literatura judaica fora do Antigo Testamento percebemos que a crença de que haviam cessado as palavras divinamente autorizadas da parte de Deus é atestada de modo claro em várias vertentes da literatura extrabíblica.

* 1 Macabeus: (cerca de 100 a.c.), o autor escreve sobre o altar:
“Demoliram-no, pois, e depuseram as pedras sobre o monte da Morada conveniente, à espera de que viesse algum profeta e se pronunciasse a respeito” (l Mac 4:45-46). Aparentemente, eles não conheciam ninguém que poderia falar com a autoridade de Deus como os profetas do Antigo Testamento haviam feito. A lembrança de um profeta credenciado no meio do povo pertencia ao passado distante, pois o autor podia falar de um grande sofrimento, “qual não tinha havido desde o dia em que não mais aparecera um profeta no meio deles” (l Mac 9:27; 14:41).

* Josefo: (nascido em c. 37/38 d.C.) explicou: “Desde Artaxerxes até os nossos dias foi escrita uma história completa, mas não foi julgada digna de crédito igual ao dos registros mais antigos, devido à falta de sucessão exata dos profetas” (Contra Apião 1:41). Essa declaração do maior historiador judeu do primeiro século cristão mostra que os escritos que agora fazem parte dos “apócrifos”, mas que ele (e muitos dos seus contemporâneos) não os consideravam dignos “de crédito igual” ao das obras agora conhecida por nós como Escrituras do Antigo Testamento. Segundo o ponto de vista de Josefo, nenhuma “palavra de Deus” foi acrescentada às Escrituras após cerca de 435 a.c.

* A literatura rabínica: reflete convicção semelhante em sua freqüente declaração de que o Espírito Santo (em sua função de inspirador de profecias) havia se afastado de Israel “Após a morte dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo afastou-se de Israel, mas eles ainda se beneficiavam do bath qôl” (Talmude Babilônico, Yomah 9b repetido em Sota 48b, Sanhedrín 11 a, e Midrash Rabbah sobre o Cântico dos Cânticos, 8:9.3).

* A comunidade de Qumran: (seita judaica que nos legou os Manuscritos do Mar Morto) também esperava um profeta cujas palavras teriam autoridade para substituir qualquer regulamento existente (ver 1QS 9.11), e outras declarações semelhantes são encontradas em outros trechos da literatura judaica antiga (ver 2 Baruc 85.3 Oração de Azarias 15). Assim, escritos posteriores a cerca de 435 a.C. em geral não eram aceitos pelo povo judeu como obras dotadas de autoridade igual à do restante das Escrituras.

* O Novo Testamento: não temos nenhum registro de alguma controvérsia entre Jesus e os judeus sobre a extensão do cânon. Ao que parece,Jesus e seus discípu1os de um lado e os líderes judeus ou o povo judeu, de outro, estavam plenamente de acordo em que acréscimos ao cânon do Antigo Testamento tinham cessado após os dias de Esdras, Neemias, estér, Ageu, Zacarias e Malaquias. Esse fato é confirmado pelas citações do Antigo Testamento feitas por Jesus e pelos autores do Novo Testamento. Segundo uma contagem, Jesus e os autores do Novo Testamento citam mais de 295 vezes, várias partes das Escrituras do Antigo Testamento como palavras autorizadas por Deus, mas nem uma vez sequer citam alguma declaração extraída dos livros apócrifos ou qualquer outro escrito como se tivessem autoridade divina. A ausência completa de referência à outra literatura como palavra autorizada por Deus e as referências muito freqüentes a centenas de passagens no Antigo Testamento como dotadas de autoridade divina confirmam com grande força o fato de que os autores do Novo Testamento concordavam em que o cânon estabelecido do Antigo Testamento, nada mais nada menos, devia ser aceito como a verdadeira palavra de Deus.

2. PORQUE A INCLUSÃO DOS APÓCRIFOS
FOI ACIDENTAL

A conquista da Palestina por Alexandre, o Grande, ocasionou uma nova dispersão dos judeus por todo o império greco-macedônico. Pelo ano 300 antes de Cristo, a colônia de judeus na cidade de Alexandria, Egito, era numerosa, forte e fluente. Morrendo Alexandre, seu domínio dividiu-se em quatro reinos, ficando o Egito sob a dinastia dos Ptolomeus. O segundo deles, Ptolomeu Filadelfo, foi grande amante das letras e preocupou-se com enriquecer a famosa biblioteca que seu pai havia fundado. Com este objetivo, muitos livros foram traduzidos para o grego. Naturalmente, as Escrituras Sagradas do povo hebreu foram levadas em conta, apreciando-se também a grande importância que teria a tradução da Bíblia de seus antepassados da Palestina para os judeus cuja língua vernácula era o grego.

Segundo um relato de Josefo, o Sumo Sacerdote de Jerusalém, Eleazar, enviou, a pedido de Ptolomeu Filadelfo, uma embaixada de 72 tradutores a Alexandria, com um valioso manuscrito do Velho Testamento, do qual traduziram o Pentateuco. A tradução continuou depois, não se completando senão no ano 150 antes de Cristo.

Esta tradução, que se conhece com o nome de Septuaginta, ou Versão dos Setenta (por terem sido 70, em número redondo, seus tradutores), foi aceita pelo Sinédrio judaico de Alexandria; mas, não havendo tanto zelo ali como na Palestina e devido às tendências helenistas contemporâneas, os tradutores alexandrinos fizeram adições e alterações e, finalmente, sete dos Livros Apócrifos foram acrescentados ao texto grego como Apêndice do Velho Testamento. Os estudiosos acham que foram unidos à Bíblia, por serem guardados juntamente com os rolos de livros canônicos, e quando foram iniciados os Códices, isto é , a escrituração da Bíblia inteira em um só volume, alguns escribas copiaram certos rolos apócrifos juntamente com os rolos canônicos.

Todos estes livros, com exceção de Judite, Eclesiástico, Baruque e 1 Macabeus, estavam escritos em grego, e a maioria deles foi escrita muitíssimos anos depois de o profeta Malaquias, o último dos profetas da Dispensação antiga, escrever o livro que leva o seu nome. Disso se pode concluir que, quando a Septuaginta era copiada, alguns livros não canônicos para os judeus eram também copiados. Isso também poderia ter ocorrido por ignorância quanto aos livros verdadeiramente canônicos. Pessoas não afeiçoadas ao judaísmo ou mesmo desinteressadas em distinguir livros canônicos dos não-canônicos tinham por igual valor todos os livros, fossem eles originalmente recebidos como sagrados pelos judeus ou não. Mesmo aqueles que não tinham os demais livros judaicos como canônicos certamente também copiavam estes livros, não por considerá-los sagrados, mas apenas para serem lidos. Por que não copiar livros tão antigos e interessantes? Estes livros, entretanto, têm a importância de refletir o estado do povo judeu e o caráter de sua vida intelectual e religiosa durante as várias épocas que representam, particularmente, a do período chamado intertestamentário (entre Malaquias e João Batista, de 400 anos); é, talvez, por estas razões que os tradutores os juntaram ao texto grego da Bíblia, mas os judeus da Palestina nunca os aceitaram no cânon de seus livros sagrados.

3. TESTEMUNHAS CONTRA OS APÓCRIFOS

Traremos agora o depoimento de várias personagens históricas que depõe contra a lista canônica “Alexandrina”, como consta na Septuaginta, Vulgata e em todas as versões das Bíblias católicas existentes. Pelo peso de autoridade que representam esses vultos, são provas mais do que suficientes e esmagadoras contra a inclusão dos Apócrifos no Cânon bíblico. Vejamos:
*JOSEFO: A referência mais antiga ao cânon hebraico é do historiador judeu Josefo (37-95 AC). Em Contra Apion ele escreve: “Não temos dezenas de milhares de livros, em desarmonia e conflitos, mas só vinte e dois, contendo o registro de toda a história, os quais, conforme se crê, com justiça, são divinos”. Depois de referir-se aos cinco livros de Moisés, aos treze livros dos profetas, e aos demais escritos (os quais “incluem hinos a Deus e conselhos pelos quais os homens podem pautar suas vidas”), ele continua afirmando:

“Desde Artaxerxes (sucessor de Xerxes) até nossos dias, tudo tem sido registrado, mas não tem sido considerado digno de tanto crédito quanto aquilo que precedeu a esta época, visto que a sucessão dos profetas cessou. Mas a fé que depositamos em nossos próprios escritos é percebida através de nossa conduta; pois, apesar de ter-se passado tanto tempo, ninguém jamais ousou acrescentar coisa alguma a eles, nem tirar deles coisa alguma, nem alterar neles qualquer coisa que seja”.

Josefo é suficientemente claro. Como historiador judeu, ele é fonte fidedigna. Eram apenas vinte e dois os livros do cânon hebraico agrupados nas três divisões do cânon massorético. E desde a época de Malaquias (Artaxerxes, 464-424) até a sua época nada se lhe havia sido acrescentado. Outros livros foram escritos, mas não eram considerados canônicos, com a autoridade divina dos vinte e dois livros mencionados.

*ORÍGENES: No terceiro século d.C, Orígenes (que morreu em 254) deixou um catálogo de vinte e dois livros do Antigo Testamento que foi preservado na História Eclesiástica de Eusébio, VI: 25. Inclui a mesma lista do cânone de vinte e dois livros de Josefo (e do Texto Massorético) inclusive estér, mas nenhum dos apócrifos é declarado canônico, e se diz explicitamente que os livros de Macabeus estão “fora desses [livros canônicos]”

*TERTULIANO: Aproximadamente contemporâneo de Orígenes era Tertuliano (160-250 dc) o primeiro dos País Latinos cujas obras ainda existem. Declara que os livros canônicos são vinte e quatro.

*HILÁRIO: Hilário de Poitiers (305-366) os menciona como sendo vinte e dois.
*ATANÁSIO: De modo semelhante, em 367 d.C., o grande líder da igreja, Atanásio, bispo de Alexandria, escreveu sua Carta Pascal e alistou todos os livros do nosso atual cânon do Novo Testamento e do Antigo Testamento, exceto Éster. Mencionou também alguns livros dos apócrifos, tais como a Sabedoria de Salomão, a Sabedoria de Sirac, Judite e Tobias, e disse que esses “não são na realidade incluídos no cânon, mas indicados pelos Pais para serem lidos por aqueles que recentemente se uniram a nós e que desejam instrução na palavra de bondade”.

*JERÔNIMO: Jerônimo (340-420.dc.) propugnou, no Prologus Galeatus. A citação pertinente de Prologus Galeatus é a seguinte: “Este prólogo, como vanguarda (principium) com capacete das Escrituras, pode ser aplicado a todos os Livros que traduzimos do Hebraico para o Latim, de tal maneira que possamos saber que tudo quanto é separado destes deve ser colocado entre os Apócrifos. Portanto, a sabedoria comumente chamada de Salomão, o livro de Jesus, filho de Siraque, e Judite e Tobias e o Pastor (supõe-se que seja o Pastor de Hermas), não fazem parte do cânon. Descobri o Primeiro Livro de Macabeus em Hebraico; o Segundo foi escrito em Grego, conforme testifica sua própria linguagem”.

Jerônimo, no seu prefácio aos Livros de Salomão, menciona ter descoberto Eclesiástico em Hebraico, mas declara em sua; convicção que a Sabedoria de Salomão teria sido originalmente composta em Grego e não em Hebraico, por demonstrar uma eloqüência tipicamente helenística.
“E assim”, continua ele, “da mesma maneira pela qual a igreja lê Judite e Tobias e Macabeus (no culto público) mas não os recebe entre as Escrituras canônicas, assim também sejam estes dois livros úteis para a edificação do povo, mas não para estabelecer as doutrinas da Igreja”). e noutros trechos, prima pelo reconhecimento de apenas os vinte e dois livros contidos no hebraico, e a relegação dos livros apócrifos a uma posição secundária. Assim, no seu Comentário de Daniel, lançou dúvidas quanto à canonicidade da história de Suzana, baseando-se no fato que o jogo de palavras atribuído a Daniel na narrativa, só podia ser derivado do grego e não do hebraico (inferência: a história foi originalmente composta em grego). Do mesmo modo, em conexão com a história de Bel e a do Dragão, declara; “a objeção se soluciona facilmente ao asseverar que esta história especifica não está incluída no texto hebraico do livro de Daniel. Se, porém, alguém fosse comprovar que pertence ao cânone, seríamos obrigados a buscar uma outra resposta a esta objeção”

*MELITO: A mais antiga lista cristã dos livros do Antigo Testamento que existe hoje é a de Melito, bispo de Sardes, que escreveu em cerca de 170 d.C.
“Quando cheguei ao Oriente e encontrei-me no lugar em que essas coisas foram proclamadas e feitas, e conheci com precisão os livros do Antigo Testamento, avaliei os fatos e os enviei a ti. São estes os seus nomes: cinco livros de Moisés, Gênesis, Êxodo, Números, Levítico, Deuteronômio,Josué, filho de Num, Juizes, Rute, quatro livros dos Remos,'0 dois livros de Crônicas, os Salmos de Davi, os Provérbios de Salomão e sua Sabedoria,” Eclesiastes, o Cântico dos Cânticos, Jó, os profetas Isaías,Jeremias, os Doze num único livro, Daniel, Ezequiel, Esdras.”

É digno de nota que Melito não menciona aqui nenhum livro dos apócrifos, mas inclui todos os nossos atuais livros do Antigo Testamento, exceto Éster. Mas as autoridades católicas passam por cima de todos esses testemunhos para manter, em sua teimosia, os Apócrifos!

AS HERESIAS DOS LIVROS APÓCRIFOS

Uma das grandes razões, talvez a principal delas, porque nós evangélicos rejeitamos os Apócrifos, é devido a grande quantidade de heresias que tais livros apresentam. Fora isso, existem também lendas absurdas e fictícias e graves erros históricos e geográficos, o que fazem os Apócrifos serem desqualificados como palavra de Deus. A seguir daremos um resumo de cada livro e logo a seguir mostraremos seus graves erros.
TOBIAS - (200 a.C.) - É uma história novelística sobre a bondade de Tobiel (pai de Tobias) e alguns milagres preparados pelo anjo Rafael. Entre vários ensinos inaceitáveis aos cristãos estudiosos dos ensinos de Jesus e de seus apóstolos por contradizerem o que estes claramente ensinaram constam: justificação pelas obras (4:7-11; 12:8), mediação dos santos (12:12), superstições (6:5, 7-9, 19), e até um anjo que engana Tobias e o ensina a mentir (5:16 a 19).
JUDITE - (150 a.C.) É a História de uma heroína viúva e formosa que salva sua cidade enganando um general inimigo e decapitando-o. Grande heresia é a própria história onde os fins justificam os meios.
BARUQUE - (100 a.D.) - Apresenta-se como sendo escrito por Baruque, o cronista do profeta Jeremias, numa exortação aos judeus quando da destruição de Jerusalém. Porém, é de data muito posterior, quando da segunda destruição de Jerusalém, no período posterior a Cristo. Seu principal erro é o ensino da intercessão pelos mortos (3:4).
ECLESIÁSTICO - (180 a.C.) - É muito semelhante ao livro de Provérbios, não fosse as tantas heresias: justificação pelas obras (3:33,34), trato cruel aos escravos (33:26 e 30; 42:1 e 5),incentiva o ódio aos Samaritanos (50:27 e 28).
SABEDORIA DE SALOMÃO - (40 a.D.) - Livro escrito com finalidade exclusiva de lutar contra a incredulidade e idolatria do epicurismo (filosofia grega na era Cristã). Apresenta: o corpo como prisão da alma (9:15), doutrina estranha sobre a origem e o destino da alma (8:19 e 20), salvação pela sabedoria (9:19).
1 MACABEUS - (100 a.C.) - Descreve a história de 3 irmãos da família “Macabeus”, que no chamado período ínterbíblico (400 a.C. 3 a.D) lutam contra inimigos dos judeus visando a preservação do seu povo e terra.
II MACABEUS - (100 a.C.) - Não é a continuação do 1 Macabeus, mas um relato paralelo, cheio de lendas e prodígios de Judas Macabeu. Apresenta: a oração pelos mortos (12:44-46), culto e missa pelos mortos (12:43), o próprio autor não se julga inspirado (15:38-40; 2:25-27), intercessão pelos Santos (7:28 e 15:14)
ADIÇÕES A DANIEL:
capítulo 13 - A história de Suzana - segundo esta lenda Daniel salva Suzana num julgamento fictício baseado em falsos testemunhos. Capítulo 14 - Bel e o Dragão - Contém histórias sobre a necessidade da idolatria; capítulo 3:24-90 - o cântico dos 3 jovens na fornalha.

Lendas erros e heresias.

Eis alguns exemplos de relatos fictícios, lendários e absurdos desses livros:
- Tobias 6.1-4 - “Partiu, pois, Tobias, e o cão o seguiu, e parou na primeira pousada junto ao rio Tigre. E saiu a lavar os pés, e eis que saiu da água um peixe monstruoso para o devorar. À sua vista, Tobias, espavorido, clamou em alta voz, dizendo: Senhor, ele lançou-se a mim. E o anjo disse-lhe: Pega-lhe pelas guelras, e puxa-o para ti. Tendo assim feito, puxou-o para terra, e o começou a palpitar a seus pés

Erros Históricos e Geográficos

Os Apócrifos solapam a doutrina da inerrância porque esses livros incluem erros históricos e de outra natureza. Assim, se os Apócrifos são considerados parte das Escrituras, isso identifica erros na Palavra de Deus. Esses livros contêm erros históricos, geográficos e cronológicos, além de doutrinas obviamente heréticas; eles até aconselham atos imorais (Judite 9:1O,13). Os erros dos Apócrifos são freqüentemente apontados em obras de autoridade reconhecida. Por exemplo:

O erudito bíblico DL René Paehe comenta: “Exceto no caso de determinada informação histórica interessante (especialmente em 1. Macabeus) e alguns belos pensamentos morais (por exemplo Sabedoria de Salomão), Tobias . contém certos erros históricos e geográficos, tais como a suposição de que Senaqueribe era filho de Salmaneser (1:15) em vez de Sargão II, e que Nínive foi tomado por Nabucodonosor e por Assuero (14:15) em vez de Nabopolassar e por Ciáxares. . . Judite não pode ser histórico porque contém erros evidentes. . . [Em 2 Macabeus] há também numerosas desordens e discrepâncias em assuntos cronológicos, históricos e numéricos, os quais refletem ignorância ou confusão.

21 comentários:

  1. Vcs colocaram apenas a objeçã inicial de Jeronimo aos 7 livros.Com o passar do tempo ele mudou de opinião e parou de duvidar da canicidade dos deutorocanonicos.

    Agora vcs citam Atanasio como grande.So se esquecem de citar em sua grandeza a defesa de que maria é mãe de Deus,o governo episcopal,a autoridade do bispo de Roma,e etc...

    Como se vê vcs é que são dubios em sua apreciação de um personagem historico que so usam quando lhes convem.

    Por que não citam Dioniso aeropagita, ou Clemente I, Agostinho de Hipona....

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    1. O problema que vejo parece ser que todo o religioso tanto católico, como protestante, como espírita ou outro qualquer tende a manipular as informações como convém para eles. Interessentes os relatos mas elem parecem fazer parte do que existe realmente. Essa manipulação da informação manipulativa que acho absurda. Se os religiosos lessem a Bíblia como um todo perceberia que muitos outros livros poderiam ser tidos como apócrifos ou duvidosos. <Mas eles pelo visto não lêem , mas apenas estudam suas teologias conforme convém. Tradições apenas. Acho válido uma opinião mas não venda isso como a melhor ou única verdade. Que cada um apresente o seu estudo mas com honestidade, e leiam toda a Bíblia , por favor. Abraço a todos , fiquem na paz de Cristo.

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  2. vOU POSTAR AQUI UMA ANALISE CATOLICA SOBRE AQUILO Q VCS JULGAM ERROS E HERESIAS DOS DEUTEROCANONICOS CATOLICOS.O atigo pertence a Alexandre Semedo

    Não pretendo, aqui, analisar todos os argumentos levantados pelos protestantes, mas apenas, dentre os mais comuns, aqueles que não têm sido rebatidos pela maior parte dos apologistas católicos.

    O problema dos deuterocanônicos é bem conhecido. Existe uma série de livros do Antigo Testamento que os protestantes não aceitam como fazendo parte da Bíblia sagrada. Vamos analisar os argumentos mais usados, mas, antes, preliminarmente, colocaremos uma questão: existe, na Bíblia, algum catálogo de livros inspirados?

    A resposta a esta pergunta é negativa. A Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse, não traz qualquer série de livros inspirados. A definição dos livros bíblicos requer, inexoravelmete, uma fonte extra-bíblica. Este é um ponto incontornável para os protestantes que, para não enfrentarem este problema, criam um sem número de subterfúgios. Trazem listas antigas, afirmam que a inspiração dos livros é patente (êta, subjetivismo arretado!), etc..

    O fato, contudo, é que todo protestante acredita (faz parte da sua fé) que os livros que compõe a sua Bíblia são inspirados e que todos os demais não o são. É ponto de fé basilar do protestantismo. Só que este ponto de fé não está na Bíblia. Uma das crenças centrais do protestantismo (da qual procede todas as demais) não está, implícita ou explicitamente, estabelecida no Livro que eles têm como sendo a única fonte de sua fé!!!

    Isto, por si só, faz de todo o protestantismo um enorme absurdo. Isto, por si só, torna qualquer discussão sobre os deuterocanônicos irrelevante.

    Mas, sejamos bondosos. Passemos por cima deste obstáculo (que lhes é absolutamente invencível) para analisarmos os outros "argumentos" usados para rejeitar os deuterocanônicos. Assim, o leitor terá uma idéia ainda mais ampla do absoluto despropósito de tudo o que nasceu da árvore podre de Lutero.

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  3. CONTINUANDO O ARTIGO

    Argumento protestante nº 1: O Concílio judeu de Jamnia descartou os deuterocanônicos como sendo de inspiração divina.

    Talvez o leitor menos acostumado com a questão não saiba, exatamente, o que foi este Concílio, pelo que o explicaremos rapidamente. Por volta do ano 100 da nossa era, os líderes religiosos judeus se reuniram para definir qual seria o Cânon de suas próprias escrituras. Estavam, particularmente, interessados em barrar o avanço do cristianismo entre os judeus da diáspora e, por isto, estabeleceram algumas regras que, na prática, excluíram, não apenas os deuterocanônicos, mas todos os escritos cristãos.

    É óbvio que o bom senso nos indica que uma decisão de líderes judaicos, tomada em plena era apostólica, não tem qualquer poder de vinculação com relação à Igreja, já constituída por Deus como a nova guardião e depositária da fé. Em outras palavras: o que os judeus de Jâmnia disseram sobre o Cânon não tem qualquer importância.

    Os protestantes costumam a usar um texto bíblico para tentar sustentar esta tese esdrúxula (que, adotada de forma coerente levaria à rejeição de todo o Novo Testamento). Trata-se do texto de Rm 3, 2 que diz serem os judeus os "portadores dos oráculos de Deus".
    A utilização deste trecho é bastante curiosa. São Paulo afirma que os judeus eram "guardiães dos oráculos". Ocorre que a divisão das Escrituras entre Antigo e Novo Testamento é, apenas, uma divisão didática, assim como didática é a divisão dos livros em capítulos e versículos. As Escrituras formam um todo orgânico. Não há qualquer sentido em se afirmar que aos judeus foi confiado o Antigo Testamento e, aos cristãos, o Novo. Se os judeus são os guardiões das escrituras (ou dos oráculos), e se esta premissa serve de argumento para excluirmos os deuterocanônicos, então, logicamente, devemos rejeitar todos os livros do Novo Testamento, visto que estes "guardiões" não os aceitaram como escritura inspirada.

    Mais curiosamente ainda, quando defendem o "sola scriptura", ao citarem 2 Tm 3, 15-17, os protestantes entendem o termo "escritura" de forma totalmente diversa. Vejamos:

    "Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que podem instruir-te para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Pois toda Escritura é divinamente inspirada e útil para ensinar, para repreender, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e capacitado para toda boa obra."
    Aqui, "escritura" abrange tanto o Antigo como o Novo Testamento (não fosse assim, eles seriam obrigados a crer que apenas os livros do Antigo Testamento eram bons para ensinar, repreender, corrigir e educar). Por que em Rm 3,2 "escritura" refere-se apenas ao Antigo Testamento, enquanto que em 2Tm 3, 15-17 refere-se à Bíblia como um todo?
    Mistérios protestantes...
    Mas podemos resolver este mistério. Tal é assim porque o texto de Romanos, entendido segundo o subjetivismo protestante é útil para que se afastem os deuterocanônicos; por sua vez, esta mesma exegese, sendo-lhes inútil em 2 Tm, 15-17, é solenemente deixada de lado.

    Assim caminham os protestantes. Na verdade, a sua única fonte de fé é a sua própria cabeça. Usam a Bíblia apenas para justificarem suas crenças, e, nisto, não se dão conta das incoerências e contradições que caem.
    Como entender, então, o texto de Rm 3,2? De fato, o povo de Israel era o depositário da verdade até que Deus suscitou um novo Israel (a Igreja) e a ele deu esta missão. Por isto, enquanto Nação, os Judeus têm vantagem sobre os demais povos (disto é que falava São Paulo neste trecho), visto que, com eles, Deus havia feito uma aliança. Os judeus precedem os gregos na predileção divina. Mas, em relação à Igreja, aos batizados, estão em desvantagem, visto que a aliança que Deus fez conosco é superior à feita com eles.

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  4. Argumento protestante nº 2: O cânon bíblico se encerrou com Malaquias.
    Embora, normalmente, os protestantes afirmem que "o cânon bíblico se encerrou com Malaquias", os mesmos aceitam, como inspirados, uma série de livros que se escreveram depois de Malaquias, quais sejam, todos os livros do Novo Testamento. Assim, o que eles gostariam de dizer (embora não o digam) é que o cânon do Antigo Testamento (e não da Bíblia) se encerrara com Malaquias. Passarei, então, a responder o que eles gostariam de argumentar, ao invés de responder o que, de fato, argumentam.

    Os protestantes que usam este argumento (e a maioria o faz) têm a crença de que, no período que vai da morte de Malaquias ao nascimento de João Batista, o profetismo havia abandonado Israel. É neste período que foram escritos os deuterocanônicos. Concluem, portanto, que os mesmos não poderiam ser inspirados.
    Pergunto: em que versículo bíblico está escrito que o profetismo cessou com Malaquias? Ora, se este é um ponto de fé dos adeptos da sola scriptura, então, coerentemente, é necessário que o mesmo esteja implícita ou explicitamente estabelecido na Bíblia. No entanto, não está. E, no entanto, os "solascripturistas" crêem nele. Os protestantes, de um lado, querem que os católicos creiam no "sola scriptura", ao mesmo tempo em que os querem crendo num ponto de fé alheio às escrituras. Incoerências protestantes...
    É bastante sintomático o fato de que, para defender o devaneio desta afirmação, os protestantes socorrem-se de fontes extra-bíblicas. Citam a literatura rabínica, citam Flávio Josefo, citam os Manuscritos do Mar Morto, e, (pasmen!) citam, um tanto fora de contexto, os próprios deuterocanônicos (para eles, fonte extra-bíblica). Mas não citam sequer um único versículo por eles considerados como bíblico!

    Vamos supor, então (embora nada nos obrigue a isto), que não houve profetismo no período em que foram escritos os deuterocanônicos.
    O argumento baseia-se numa profunda ignorância do que foi o profetismo em Israel. Um profeta não era alguém chamado por Deus para escrever livros inspirados ou para estabelecer doutrinas. Tanto o é que João Batista não escreveu uma linha sequer, embora todos reconheçam, nele, o autêntico profetismo judeu. Um profeta era um canal de comunicação entre Deus e o seu povo. Geralmente, cabia ao mesmo chamar o povo de Israel de volta à observância da Aliança estabelecida, denunciando seu pecado e alertando-o das conseqüências dos mesmos. Geralmente, inclusive, os livros proféticos não foram escritos pelos profetas, mas por seus discípulos.
    A inspiração ou não de um livro sagrado não está, portanto, vinculada à condição de profeta do seu autor. Um profeta pode escrever um livro não inspirado; um não-profeta, pode escrever um livro movido pela inspiração divina.

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  5. VAMOS AO PROXIMO ARTIGO
    1ª "HERESIA": Os deuterocanônicos ensinam a justificação pelas obras.
    "Tira de teus bens para dar esmola. Que teu olho não te inveje, quando deres esmola. Não desvies tua face de nenhum pobre, e assim não se desviará de ti a face de Deus. Age de acordo com tuas posses. Se tiveres em abundância, dá esmola em proporção a teus bens. Se tiveres pouco, não tenhas receio de tirar deste pouco. Assim acumulas em teu favor um precioso tesouro para o dia da necessidade. A esmola preserva da morte e não deixa entrar nas trevas. Para todos os que a praticam diante do Altíssimo, a esmola é oferenda de grande valor." (Tb 4, 7-11)

    "É valiosa a oração com a verdade; e a esmola com a justiça vale mais que a riqueza com a injustiça. Mais vale dar esmolas que entesourar ouro." (Tb 12,8)
    "A água extingue o fogo flamejante, e assim a esmola expia os pecados. Quem retribui os favores será recordado um dia; e, no momento da queda, encontrará apoio." (Eclo 3, 30,31)
    O leitor, desde logo, pode perceber como é notável a cegueira protestante. Primeiramente, estes trechos não ensinam a "justificação pelas obras", mas ensinam-nos a respeito dos méritos das mesmas. As boas obras não são capazes de nos salvar, mas são retribuídas pelo Pai, juiz incorruptível. Eis o que ensinam estes trechos; eis, de resto, o que ensina o cristianismo autêntico e verdadeiro desde o princípio.
    Bem, se eles forem coerentes, devem taxar de herético outros livros, pois ensinam a mesma doutrina. Curiosamente, no entanto, os protestantes os têm como inspirados. Vejamos alguns exemplos.

    "Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles, doutra sorte não sereis remunerados pelo vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, dás esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados pelos homens." (Mt 6,1-2)

    "Entesouras para ti ira no dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus que há de retribuir a cada um segundo as suas obras: com a vida eterna por certo aos que, perseverando em fazer obras boas, buscam glória e honra e imortalidade; mas com ira e indignação aos que são de contenda e que não se rendem à verdade, mas que obedecem à injustiça." (Rm 2, 5-8)

    Já chega! Poderíamos continuar com, literalmente, dezenas e dezenas de citações que expõem a mesma doutrina. Tanto no Velho como no Novo Testamento. Não há livro na Bíblia que, explícita ou implicitamente, não ensine que Deus premia as boas obras e castiga as más.
    Se os protestantes estivessem corretos, toda a Bíblia seria herética. Como estão errados, hereges são eles.

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    1. Desculpe-me amigo, mas o que por ti foi citado não expressa a doutrina da salvação por obras. Apenas mostra que devemos praticar boas obras. Eu quero que você me diga em que momento se afirma que a esmola preserva da morte ou que salva, como é afirmado em Tobias.

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    2. Desculpe-me amigo, mas o que por ti foi citado não expressa a doutrina da salvação por obras. Apenas mostra que devemos praticar boas obras. Eu quero que você me diga em que momento se afirma que a esmola preserva da morte ou que salva, como é afirmado em Tobias.

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    3. Mas senhorita Cecilia, A IG Catolica e nem eu ensinamos que as boas obras salvam. Leia um pouco mais atentamente. E não julgue o Livro de Tobias por esta frase apenas.

      Ali vc vê que Tobias e seu pai dão belo exemplo de fé seguindo os preceitos e ordens de Deus mesmo com risco de sua vida. Se formos julgar por frases isoladas e fora do contexto; então vamos censurar até Cristo por nos mandar arrancar um olho se ele nos causa escândalo.

      E algumas frases soltas da EP de Tiago podem, se manipuladas, dar a entender que aPENAS AS BOAS OBRAS SALVAM.

      E no mais se o os critérios que se usa para "provar" que os 7 deuterocanônicos são usados em relação a muitos livros protocanônicos, estes também teriam que ser tirados da Biblia.

      Veja, se a estória do peixe em Tobias é absurdo, como se encaixa como factível uma jumenta que fala com Balaão....

      Ou um homem que fica 3 dias dentro de uma baleia e sai vivo...

      Em suma, na verdade as razões alegadas não passam de pretextos infundados e usados pra justificar um erro que iniciou-se com Lutero.

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  6. 2ª "HERESIA": Os deuterocanônicos ensinam a mediação dos santos. Citam, para prová-lo, os seguintes trechos:

    "Quando tu e Sara fazíeis oração, eu apresentava o memorial de vossa prece diante da glória do Senhor; e fazia o mesmo quando tu, Tobit, enterravas os mortos." (Tb 12,12)

    "Tomando a palavra, disse Onias: ?Este é o amigo de seus irmãos, aquele que muito ora pelo povo e pela Cidade Santa. É Jeremias, o profeta de Deus?." (2Mc 15,14)

    "Senhor Onipotente, Deus de Israel, ouve a súplica dos mortos de Israel, dos filhos daqueles que pecaram contra ti, que não ouviram a voz do Senhor seu Deus: por isso vieram sobre nós estas calamidades." (Br 3,4)

    Bom, se os protestantes que usam deste argumento forem coerentes (e adianto que a imensa maioria deles não será), devem tirar de sua Bíblia, igualmente, o Evangelho de São Lucas e o Apocalipse. No primeiro, vemos que o rico Epulão, já morto, intercedeu por seus irmãos (Lc 16, 19-31). Sua oração não foi atendida, não pelo fato de que os mortos não intercedem, mas porque a intercessão deste falecido, em particular, não encontrou ouvidos diante de Deus. Alguns trechos do Apocalipse são ainda mais explícitos. Vejamos (os grifos são meus):

    "Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar, com vida, os que tinham sido degolados por causa da palavra de Deus e do testemunho que guardavam. Clamavam a grandes vozes, dizendo: "Até quando, Senhor, santo e verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar nosso sangue contra os habitantes da terra?" Foi então dada a cada um uma túnica branca e lhes foi dito que ficassem calados ainda um pouco de tempo até que se completasse o número de seus companheiros e de seus irmãos que também haviam de ser mortos como eles." (Ap 6, 9-11)

    "E vi os sete anjos, que estão de pé diante de Deus. Foram-lhes dadas sete trombetas. Chegou outro anjo e se pôs em pé junto do altar com um turíbulo de ouro. Foram-lhe dados muitos perfumes para oferecê-los com as orações de todos os santos no altar de ouro que está diante do trono. 4 A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos para a presença de Deus." (Ap 8, 2-6)
    No primeiro trecho, os degolados (que, salvo melhor juízo, estavam mortos...) clamam a Deus. No último, em especial, surge um ser levando as orações dos santos (cristãos) até a presença de Deus. Há, aqui, um ser intermediando os cristãos e o Pai. E (bingo!!!) este ser não é Jesus Cristo, mas um mero anjo. E agora? Como fica a tese protestante de que há, apenas, um mediador entre Deus e os homens?

    Esperemos que os protestantes anatematizem, também, este livrinho herético chamado de Apocalipse...

    Apenas para nos exercitarmos, vejamos também um trecho do Antigo Testamento:
    "E o Senhor me disse: ainda que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, o meu coração não se voltaria para esse povo" (Jr 15,1).
    Ora, Moisés e Samuel já estavam mortos há alguns séculos. Deus, com todas as letras, afirma que a oração dos mesmos tem um enorme valor diante de Si. Mas o pecado do povo era tão abominável que ainda não atenderia mesmo orações tão poderosas. Só não vê quem não quer...

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  7. 3ª "HERESIA": Os deuterocanônicos ensinam o culto e o sacrifício pelos mortos. Para prová-lo, citam o seguinte trecho (os grifos são meus):
    "O nobre Judas exortou o povo a conservar-se isento de pecado, pois tinham visto com os próprios olhos o que acontecera por causa do pecado dos que haviam tombado. Depois, tendo organizado uma coleta entre os soldados, mandou a Jerusalém cerca de duas mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício expiatório. Ação muito justa e nobre, inspirada no pensamento da ressurreição! Pois, se não esperasse que os soldados caídos haviam de ressuscitar, teria sido supérfluo e insensato orar pelos mortos. Considerando ele, porém, que belíssima recompensa está reservada aos que morrem piedosamente, seu pensamento foi santo e piedoso. Eis por que mandou oferecer aquele sacrifício pelos mortos, para que ficassem livres do seu pecado." (2Mc 12, 43-45)

    Os protestantes não aceitam nem a intercessão pelos mortos, nem o fato de que, em favor de suas almas, se ofereçam sacrifícios e orações.
    O cristianismo primitivo, porém, já cultuava os seus mortos. A crença de que os cristãos (seja em militância, seja em padecimento, seja, por fim, na glória) intercediam uns pelos outros em suas orações sempre foi aceita. As fontes patrísticas o atestam. Mas vejamos textos que os protestantes aceitam para prová-lo. Citemos um do Antigo e um outro do Novo Testamentos. Primeiramente, do Antigo:

    "Terminados os dias de festa, Jó os mandava chamar para purificá-los; de manhã cedo ele oferecia um holocausto por cada um, pois dizia: "Talvez meus filhos tenham cometido pecado, maldizendo a Deus em seu coração". Assim costumava Jó fazer todas as vezes." (Jó 1,5)

    Ora, se Jó podia interceder e fazer sacrifícios pelos seus filhos, por que razão os sacrifícios e orações da Igreja (esposa predileta do Pai) em favor de seus filhos não teria qualquer valor? Seria Jó mais valioso aos olhos de Deus do que aquela por cuja redenção Ele ofereceu Seu próprio filho? De qualquer forma, temos um trecho bíblico em que se oferecem sacrifícios. Que os protestantes se virem com o mesmo.

    Vejamos, agora, um do Novo Testamento:
    "De outra maneira, o que pretendem aqueles que se batizam em favor dos mortos? Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se batizam por eles?" ( 1 Co 15, 29)

    Existia, portanto, um batismo em favor dos mortos. Um verdadeiro culto cristão, expresso na Bíblia (para que todo protestante possa ler) que demonstra como os primeiros cristãos honravam os seus mortos e sentiam-se em comunhão com eles.
    Eis aí. Demos um exemplo de sacrifício do qual se conclui válido aquele praticado em favor dos mortos. Demos, também, um outro de culto explícito aos mortos. Mais dois livros que os protestantes devem tirar de suas Bíblias.

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  8. Quanto a falar que a captura do peixe por tobias é absurda,tai uma questão de pura subjetividade e talvez de má vontade de quem é contra este Livro.

    Será tal relato mais absurdo do que uma jumenta que fala com Balaão....

    Ou que um anjo que luta e perde a luta para Jacó um homem....

    Tenha santa paciência pra ouvir alguem falar em "absurdo" neste caso.

    O anjo Rafael mentiu pra Tobias e seu pai....

    Quando a Biblia fala que Deus se "arrependeu" ela mente também...

    Na mesma vemos que Deus não se arrepende de nada que faz.Tivemos alguma mentira ai.

    Sabe qual é o verdadeiro mal senhores e senhoras leitores....

    É a pura má fé ou desconhecimento de quem acusa.Em nenhum momento vcs sequer buscaram considerar que alguma coisa boa ou util possa vir da ICAR.

    A grande parte dos evangelicos(não todos)recita sem pestanejar ou refletir o mesmo mantra:
    "A Igreja Catolica surgiu em 312 criada por Constantino I imperador que OFICIALIZOU O CULTO CRISTÃO".

    Em primeiro lugar Constantino I não oficializou nada.O famoso édito de Milão apenas DEU TOLERÃNCIA AO Cristianismo.

    Posto na legalidade em paridade com as demais religioes do Império.Silvestre I papa contemporrâneo a Constatino já era o trigesimo sexto(se não me engano), a ocupar o posto.

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  9. Continuando :

    Constantino I foi pagão até o dia de sua morte,sendo batizado no leito de morte por Eusebio de Nicomedia.Que era seu primo e semi-ariano.

    NÃO EXISTE QUALQUER REGISTRO HISTÓRICO DE QUE CONSTANTINO TENHA PERSEGUIDO ALGUM GRUPO CRISTÃO.

    Ele teve muitos pecados e defeitos,porém,no que toca a fé cristã so vacilou no fim. Ajudou a organizar o concilio de Niceia I em 325.Ali a Igreja Catolica oficializou (ou seja não criou nem inventou) definitivamente o DOGMA DA SANTISSIMA TRINDADE.

    No concilio Constantino não teve poder de doutrinar e aceitou a decisão dos delegados do papa e da maioria dos bispos presentes.

    No fim de sua vida ele inclinou-se pra heresia de Ario,tanto que autorizou a volta do mesmo presbitero heretico.

    Seu filho Constâncio II,que governou efetivamente o imperio por 25 era ariano fervoroso. Ele tentou impor esta heresia inclusive ao papa Liberio I.Como o mesmo recusou foi exilado pra Romenia(Tracia na época).Sofrendo inclusive maus tratos.

    Dai que fico espantado como aqui e em outros sites evangelicos vcs dizem,com tanta falta de conhecimento historico,que a ICAR é cria desta familia.

    Em 380 é que o imp Teodosio I oficializou o Cristianismo. Veja,porém, que os cultos pagãos permaneceram em alguns locais até o sec VI.Em 395 o bispo Santo Ambrosio de Milão excomungou Teodosio publicamente por massacrar 5000 pessoas em Tessalonica.

    Está é a Igreja que se curva aos poderosos....

    Vejam a vida de Lutero antes,ele até aceitou presenciar casamentos poligamos de nobres que alemãos que apoiavam sua ideias.

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  10. Se quiserem mais provas de que a maior parte dos primeiros autores,martires e bispos cristãos aceitavam os deuterocanonicos,busquem por :
    São Clemente de Roma (quarto bispo da cidade) em 90 DC

    São Basilio(sec IV e campeao da Trindade Santa)
    Santo Agostinho de Hipona
    São João Crisostomo(bispo de Constantinopla).

    Que teimosia de Lutero e de seus filhos protestantes por não aceitarem estes testemunhos!

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  11. PORQUE SE PERDE TANTO TEMPO COM OS LIVROS APÓCRIFOS DO NOVO TESTAMENTO? PORQUE NÃO SE INTERESSAM PELOS DO VELHO TESTAMENTO, COMO ENOQUE, ADÃO, MELQUISEDEQUE, ETC...QUE SÃO LIVROS INTERESSANTES E QUE MOSTRAM DETALHES QUE NA BÍBLIA NÃO APARECEM. LEIA ENOQUE E VAI VER COISAS DE QUE NUNCA OUVIU ALGUÉM FALAR NA IGREJA, PORQUE OS PASTORES DESCONHECEM ESTES ASSUNTOS

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  12. Não sou a favor de varios livros apocrifos,pertencerem as escrituras de hoje,por se tratar de assuntos diversos e conceitos da época,mais existem livros apocrifos,assim como o de Enoque que são verdadeira revelação apocaliptica para nos hoje,e se entender, esse livro bate certinho com os livros considerados autenticos,entenda a bíblia de hoje,que temos em nossas mãos,é a copia,da cópia da cópia,retirarem e acrescentaram consernente suas visãoes e interesses da sociedade da epoca,até um rei pedia para fazer uma bíblia que pudesse servir para o seu reinado,então podemos contatar que muitas vezes estamos lendo um texto na bíblia que foi adulterado,então não venha com essa de trucidar todos os livros apocrifos,isto acaba sendo uma heresia,e apostasia também,temos vários relatos que os apostolos citaram textos de livros apocrifos,estariam eles errados? Judas e Pedro erraram,citando os livros apocrifos?

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  13. que citação de judas e pedro é éssa, amigo??????? Nenhum argumento acima autentica tais livros, pois saem do contexto bíblico. porém, isso é irrelevante. Temos a Cristo como mediador (e só Ele) e o Espírito Santo para nos ensinar as coisas pertencentes a nós... Deut. 29:29. No mais, vamos viver a Palavra sem distorcê-la, porquanto o mesmo apocalipse nos adverte de que se acrescentarmos ou tirarmos, grande vai ser o castigo!!!! Temos joelho para dobrarmos e o nosso Pai está pronto a nos esclarecer a VERDADE!!!!! Agora, se me permite, todos esses textos que foram usados como argumentos para reforçar sua canonicidade só pioraram!!! Mas vamos orar.

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    1. O xandy se c quer seguir o canon dos rabinos judeus fariseus de Jamnia(que foi a desculpa histórica dos reformadores para tirar os 7 livros) então siga o tal na sua integridade, assim ao menos vai parecer que vcs realmente são coerentes e sinceros em suas objeções aos deutero.

      So que para seguir este canon vc somente pode considerar como validos e inspirados por Deus:
      Livros escritos na Terra Santa e Livros que saíram originalmente em aramaico e hebraico. Dos Livros do NT somente se pode aplicar tal regra a Mateus. Alem disto, vcs tem que falar que depois de Malaquias nenhum profeta surgiu mais em Israel.

      Ai é que o senhor se complica mesmo. Uma vez que para tanto João Batista se torna um farsante e Cristo que o elogiou e reconheceu como profeta outro mentiroso.

      Os textos que transcrevi de fato pioraram, mas pioraram para vcs que mentem e denigrem a verdade sobre o canon da Biblia.

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  14. Sim xandy os argumentos expostos so piorararm para vocês que usam de falácias e incoerências para denegrir a Historia dos 7 Deuterocanonicos. E tudo para justificar uma safadeza de Lutero, depois quando eu digo que são apenas luterano-calvinistas...

    Veja Xandy, discordâncias teológicas sempre veremos entre católicos e protestantes. Agora é preciso ser coerente com posicionamentos tomados ainda mais em matéria de Fé. Se temos mesmo que retirar livros por conterem casos de suicídio, pela logica é preciso que saia da Biblia a parte onde Sansão faz isto em Juízes.

    Se historias fantásticas invalidam um Livro Sagrado no mínimo teríamos que excluir Jonas e Numeros onde Balaão discute com sua montaria. E fora que se desejam seguir as regras de Jamnia para determinar o que deve ou não ser canon então comecem seguindo este concilio farisaico judeu em sua integridade.

    Pelo mesmo nada que não tenha sido escrito na Terra Santa e não seja originalmente em Hebraico tem valor sagrado. E como esta determinação já ocorreu em plena Era Cristã tirem de suas bíblias todo NT, com a provável exceção de Mateus que deve ser o único do Novo Testemunho que obedece aos critérios dos rabinos fariseus.

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  15. Outro ponto vital xandy:

    É não apenas INCOERENTE, MAS SOBRETUDO, TREMENDAMENTE HIPOCRITA DA PARTE DOS PROTESTANTES USAR a tradição farisaica dos rabinos judeus para construir extrabiblicamente o canon de 66 livros. AINDA MAIS QUE VOCES USAM O SLOGAN SOLABIBLIA E ZOMBAM E CONDENAM OS CATOLICOS POR USAREM DA TRADIÇÃO DOS APOSTOLOS E DE SEUS SUCESSORES CONSAGRADOS.

    O concilio dos judeus foi em depois do advento da Igreja Cristã, se usar a tradição dos episcopos cristãos é um erro, usar a dos fariseus é no mínimo uma blasfêmia. A não ser é claro que os senhores prefiram ser irmãos dos fariseus que servos de Cristo.

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  16. e muito importante o assunto mas em lucas fala que as leis e os profetas duraram ate joao por isso nao existiu o periodo interbiblico abracos

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